Viveiro de parasitas

Lombrigas_3

Paulo Morais tem sido dos poucos – ocorre-me também Marinho Pinto, Rui Rio, António Barreto – a denunciar e a alertar a opinião pública para o parasitismo que tem debilitado Portugal nos últimos 39 anos (mais evidente após a entrada para a CEE). No entanto, em entrevista à SIC Notícias no passado dia 8 de Agosto Paulo Morais falha na identificação da origem de tantos parasitas que engordam cada vez mais e qualquer dia matam o “hospedeiro”.

O denominador comum de todos “os cavalheiros” que Paulo Morais menciona são –  sei que estou a tornar-me repetitivo – os partidos políticos do eixo central: PS e PSD. Pode especular-se que terão relações perigosas com organizações secretas de âmbito mundial mas a verdade é que estas falanges partidárias têm actuado livre e impunemente quase sempre em benefício próprio e dos seus (“mecenas”, amigos, “enteados”, clientes, etc.).

O que me espanta é que Paulo Morais acalente a ilusão que a justiça, intencionalmente manietada, possa pôr esses “criminosos” na linha e que o Estado, que se confunde com essas organizações parasitárias, tenha mecanismos para se regenerar…

Nunca é demais relembrar que noutros tempos – no início do século XX – quando há muito se clamava por regeneração e num contexto de crise bastante grave, os exterminadores que vieram pôr cobro à infestação parasitária em Portugal da altura acabaram por tomar de assalto o país. Como na Alemanha no mesmo período…

Neste momento podemos ou pressionar estes “cavalheiros” a regenerar a democracia actual, devolvendo-nos poder de decisão e controlo sobre o nosso futuro, ou limitar-nos a assistir da primeira fila* com resignação – com ou sem mordaça – ao evoluir dos acontecimentos.

* pela televisão no caso dos emigrantes ou luso-descendentes.

2 thoughts on “Viveiro de parasitas

  1. A situação a que chegámos com os partidos políticos mostra muito da nossa falta de participação cívica e responsabilização dos actores políticos. Essa mudança não será rápida. A nossa acomodação é genética. No entanto, nunca se mudou tanto em tão pouco tempo (ver manifestações apartidárias dos últimos tempos). Há que continuar assim e reivindicarmos o nosso papel pleno de cidadãos.

    • Totalmente de acordo. Simplesmente creio que tenhamos de fazer alguma coisa – e rápido – para mudar o rumo dos acontecimentos ou corremos o risco de não ter nada para “salvar”senão despojos. O futuro económico-social perspectiva-se bastante tenebroso para o país mas estes “cavalheiros” são tudo menos Portugueses. Se o país for ao fundo estes parasitas convertem-se em ratazanas e dão à sola para um outro país qualquer onde possam viver dos rendimentos ilicitamente acumulados à custa de Portugal.

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