No longo prazo estamos todos mortos!

Esta afirmação é da autoria do economista que cunhou uma abordagem pro-activa e pragmática do estado em tempos de crise: o Keinesianismo.

O que motivou este desabafo foi a inércia dos economistas perante a grave crise que o mundo enfrentava nos anos 30 do século passado.

A contrastar com esse período –  e de que maneira – não só os “economistas”actuais da nossa praça (ou carniceiros) se revelaram muito mais interventivos como quando decidiram fazê-lo optaram por enveredar por políticas pró-cíclicas que agudizam ainda mais a crise actual. Isto é, em lugar de tentarem sustentar a procura agregada estão e encaminhá-la para a eutanásia. Claro que há restrições (podemos chamar-lhes de camisas de força) como pertencer a uma união económica e monetária e um contexto histórico e circunstancial totalmente distintos que desvirtuam qualquer tentativa de comparação.

No entanto, apraz-me registar que o ministro das finanças tente agora a sua sorte com projecções no muito longo prazo para melhorar a sua eficácia na matéria. Segundo ele o peso relativo da dívida pública não descerá para os níveis de 2005 antes de 2036!

Boa! Adia o exame cru da realidade e com “sorte” ninguém o confrontará com essas “estimativas” porque…no longo prazo estamos todos mortos!

 

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s