Portas, o ilusionista!

“Abracadabra! Hocus Pocus! Plim, plim e…já está!”- declara efusivo o famigerado ilusionista Paulo Portas. Paulo é membro de uma família com tradição nesta arte. A dos que se intitulam “políticos”. Pois bem a esta dinastia têm sido acreditados alguns dos mais fantásticos truques e ontem Paulo Portas anunciou mais um: o aumento das remessas dos emigrantes “num momento que é especialmente difícil”.

Fantástico! Merecedor dos mais sonoros aplausos. Como é que o país (mérito do governo certamente) conseguiu que os seus emigrantes enviassem mais remessas para o seu país de origem numa altura em que: está sob assistência financeira da troika; se encontra numa conjuntura recessiva; a banca nacional se debate com dificuldades para não se afogar; a UE se empurra e acotovela num impasse sem fim e em que acima de tudo o euro tem sido posto em causa com o travo azedo – embora já bastante esbatido – da possibilidade de Portugal ter de o abandonar? Por falar nisso, agora sou eu que me questiono. Como, sr. ilusionista, digo…ministro?! Patriotismo?! Hmmmmmm! Não me parece. Só vejo disso quando a selecção de futebol de Portugal participa nalgum torneio importante…

Ok, vamos se consigo desmontar o truque:

Primeiro: como o número de emigrantes aumentou significativamente nos último anos logo também as suas remessas. Que tal?! Hã?! Bom palpite?!

Segundo: para, no momento delicado em que se encontra o país, ter havido um aumento das remessas – ou repatriamento de capital estacionado lá fora – houve (ou tem havido) incentivos para o fazer?! Do género de amnistias fiscais ou assim?! Sim, agora não interessa se o detentor desse capital não tinha as suas obrigações fiscais regularizadas ou até se andava evadido. O que interessa é compor a Balança de Transacções Correntes (BTC) e com isso fazer um vistaço perante a troika.

Talvez não tenha conseguido captar bem o truque mas há que admitir que são 2 bons “bitaites”…

Sr. Portas, é óbvio que a redução do fardo do déficit da BTC são boas notícias. Dessa forma também se reduzem as necessidades de financiamento da economia e consequentemente a dependência do financiamento externo. Agora não queira que lhe encomendem uma actuação para 10 milhões de tugas à conta disto! Até porque eu vou querer ver-vos fazer truques mais elaborados!

3 thoughts on “Portas, o ilusionista!

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